Aos 39 anos, atacante enfrenta Benin no Monumental de Núñez e encerra uma trajetória marcada por títulos e recordes
Mais de duas décadas depois de vestir pela primeira vez a camisa da seleção argentina, Lionel Messi se prepara para entrar em campo pela última vez pela Albiceleste. Aos 39 anos, o camisa 10 enfrenta Benin nesta terça-feira (6), às 20h, no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
A partida será a despedida oficial de Messi da seleção. O jogador anunciou a aposentadoria da equipe nacional em 31 de agosto, depois da derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026. “Me esvaziei, já não tenho mais para dar”, escreveu Messi ao comunicar a decisão. O craque afirmou ainda que novos jogadores mereciam a oportunidade de defender a seleção.
Agora, o último capítulo da história será diante dos torcedores. A Associação de Futebol da Argentina (AFA) convidou integrantes da seleção campeã mundial em 2022 para participar da homenagem ao camisa 10. A partida também marca uma passagem simbólica para uma nova geração da seleção.
Jogadores como Cristian Romero, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández, Julián Álvarez e Lautaro Martínez já aparecem entre os nomes que devem assumir maior protagonismo na equipe.
A braçadeira de capitão, usada por Messi durante anos, passa para Cristian Romero.
Messi usará a camisa 10 na partida de despedida. A Argentina preparou um uniforme especial para a ocasião.
O início da história
A história de Messi com a seleção principal começou em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, em Budapeste. Aos 18 anos, o jogador entrou no segundo tempo e permaneceu em campo por poucos segundos antes de ser expulso. O episódio não impediu que Messi construísse uma das maiores trajetórias da história do futebol argentino. O atacante disputou seis Copas do Mundo, em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.
Durante os primeiros anos, Messi foi frequentemente comparado ao desempenho que apresentava no Barcelona. Parte da torcida argentina questionava a relação do jogador com o país e cobrava atuações que correspondessem ao protagonismo que ele tinha no futebol europeu.
Em 2021, Messi conquistou seu primeiro grande título com a seleção principal. A Argentina venceu o Brasil por 1 a 0 no Maracanã e ficou com a Copa América, encerrando um jejum de 28 anos sem títulos. No ano seguinte, veio a Finalíssima, vitória sobre a Itália por 3 a 0.
Mas o principal capítulo dessa história aconteceu em dezembro de 2022. No Catar, Messi comandou a Argentina na conquista da Copa do Mundo.
Na final contra a França, a partida terminou empatada em 3 a 3 após o tempo regulamentar e a prorrogação.Nos pênaltis, a Argentina venceu por 4 a 2. Messi marcou dois dos gols argentinos e também converteu sua cobrança na disputa decisiva.
Messi deixa a seleção como recordista em partidas e gols, são 207 jogos e 125 gols com a camisa argentina, além de 68 assistências. Ele é o maior artilheiro e o jogador que mais vezes atuou pela seleção. Nos Mundiais, Messi marcou 21 gols e se tornou o jogador com mais vitórias e mais edições disputadas na história da Copa do Mundo.
Pela seleção principal, conquistou quatro títulos:
Copa América: 2021 e 2024;
Finalíssima: 2022;
Copa do Mundo: 2022.
Antes disso, também havia conquistado o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
Messi, por sua vez, não está encerrando a carreira no futebol. O jogador segue atuando pelo Inter Miami, nos Estados Unidos, onde tem contrato até 2028.
Informações: SBT
